sexta-feira, 6 de maio de 2011

Reflexão sobre a rotina de ser mãe

É difícil ser mãe, ter uma vida corrida, cheia de horários, com momentos de ser mulher, mãe, amiga, esposa, profissional, namorada... temos que ser muitas e muitas vezes não conseguimos ser tudo.
Viver numa rotina de casa, trabalho, filha, marido e estudo, que muitas vezes de rotina não tem nada. Quem é mãe sabe que quando menos se espera a bronquite pode chegar, ou a filha brigar com o amiguinho na escola, ou a escola pedir aquele material de última hora para comprar. No mesmo dia pode estar aflita com uma febre ou tosse insistente, ou mesmo porque a filha não para de correr num shopping lotado, e de repente ganhar um abraço com um beijo bem estalado, ou ouvir aquela risadinha que alegra a vida.
Virar mãe transforma a vida numa avalanche de compromissos, medos, alegrias, responsabilidade e felicidade. Ensina o que é amor e dedicação incondicional, põe-se em prática a abnegação. Ensina a admirar mais a sua própria mãe.


Para exemplificar melhor o que é ser mãe, deixo um exemplo de um dia de Fernanda, que é mais ou menos assim:
Acordar com a impressão que nem dormiu, me vestir para o trabalho, olhar a Beatriz dormindo por mais alguns minutos e ter vontade de ficar com ela o dia inteiro... despedir-se da Beatriz. Pegar um engarrafamento gigantesco (sorte que é o Hugo que dirige), correr para comprar o café da manhã e sair comendo pela rua para chegar mais cedo no trabalho. Ser mulher moderna, informada e fazer a diferença como profissional!
Passar pelas vitrines e deixar de comprar aquela bolsa linda para comprar aquele vestido irresistível que vai ficar perfeito na Beatriz, mesmo sabendo que ela ficaria irresistível com qualquer vestido. Aliás, o sorriso dela é que é irresistível!
Ligar ao longo do dia para marcar pediatra, fugir do serviço para assistir a apresentação da escola no dia das mães, ou do índio, ou da páscoa... Ir para faculdade, manter-se acordada durante a aula e, quem sabe, assimilar alguma coisa. Ouvir o professor 'gastar' tempo falando abobrinha e pensar 'será que ele não tem família esperando em casa?'.
Correr, preocupar-se, desdobrar-se, vencer o dia e chegar em casa, de preferencia linda e disposta. Ganhar um abraço apertado da filha, um beijo do marido e ainda arrumar a mochila, dar banho, brincar de casinha, lavar a louça, fazer a mamadeira, arrumar a casa, sentir-se culpada por não ser mais presente.
Brincar, dar atenção, dizer “Eu te amo” toda hora e achar que não foi clara o suficiente, ler uma história, deixar de assistir a novela, o jornal ou Friends porque a filha está pedindo pra ver o 'cocó', já com o DVD em mãos e assistir pela milésima vez o DVD do Cocoricó. Saber de cór as falas dos desenhos, as músicas e as coreografias da Xuxa. Repetir exaustivamente as tais coreografias. Fazer túnel com as pernas para que a filha passe com a motoca. Ser a motoca! E o cavalinho, e o sapo, e o lobo...
Ser a última a comer, a tomar banho, a dormir. Será que existe alguma mãe que consiga comer ou dormir antes do filho? Cantar músicas até esgotar o repertório, cantar mil vezes a mesma música, encher de beijos e apertos.
Implorar para que a Beatriz durma logo porque são quase duas da manhã e acabar dormindo exausta, mas realizada por ser MÃE...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ela não é mais bebê!

Pela primeira vez Beatriz fez caca no vaso!! Tá uma moçinha essa minha filha!
Bom, ainda não tá desfraldada, mas já avisa sempre que faz alguma coisa, pega no guarda-roupas a fralda e trás pra gente trocar. Já já vai estar roubando o carro do pai!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Um.. Dois... Três

O que nasce da combinação de um engenheiro com uma economista??!
Uma menina que aprende a contar antes de aprender a falar.

Muito linda né!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Virginiana - Parte 2

Essa menina é muito organizada, a prova disso é que ela passa boa parte do tempo de brincar arrumando as coisas. Arruma os brinquedos dentro da caixa, daí acha que não ficou bom (porque também é perfeccionista), tira tudo e arruma novamente num cesto, depois tira do cesto e coloca em outro cesto. E assim ela vai, desarrumando e arrumando tudo de novo, até achar que ficou bom!




Ah... ela também arruma minhas coisas! Acho que se cansa da minha bagunça. Fico imaginando o que se passa na cabecinha dela... ' Ai.meu.Deu, será que minha mãe não vai guardar essas coisas nunca? Guardo eu então!' Daí ela sai guardando minhas coisas. Esses dias achei meu celular numa gaveta da cozinha, e também tinha uma blusa minha na cômoda da Beatriz. Muito organizada, né?

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobre mordidas

Eu já tinha escrito este texto antes e editei e resolvi que não ia postar. Primeiro porque sei que não deveria ter usado algumas palavras que usei para me referir a uma criança, mas entendam que é um texto de uma mãe querendo defender sua cria. Segundo porque eu realmente acreditei que podia virar uma criatura superior e sublimar o acontecido. Mas agora, depois de outra mordida, mudei de ideia. Vou postar o texto original e a edição logo abaixo.


 
Texto 1

Teve festa de carnaval no colégio e eu estava felizona imaginando o quanto a Beatriz ia se divertir, já ansiosa para ver as fotos no site do colégio, ela adora uma festa! Mas no final do dia descobri que de lembrança da festa ela ganhou uma baita mordida no rosto.
O Hugo me ligou quando ela chegou em casa pra me avisar e disse : 'acho que vai ficar roxo'. ROXO?!?! Ela sai linda e ilesa de casa, pronta pra pular carnaval com seus amiguinhos e volta roxa? Pior, com uma mordida que vai ficar roxa!!
INACREDITÁVEL!! Que tipo de peste morde a bochecha de uma menina linda e risonha vestida de baiana?!?! Não que minha filha seja um anjo, mas é bem sociável e nada agressiva. Fiquei imaginando o quanto meu bebê chorou, e a raiva tomando conta de mim! E o que fizeram com o encapetado que a mordeu? Será que reprenderam? Avisaram os pais?
Imaginei a cena: a mãe chega para buscar a criatura, então a professora conta que ele mordeu a coleguinha, daí a fulana mãe do mordedor vai no máximo dizer, sem sobressalto nenhum, 'que feio fazer isso'. Isso se ela não achar engraçadinho e rir! Porque tem pais que acham bonitinho os filhos que mordem. Ai.meu.Deus que RAIVA!!
Penso seriamente em ir na escola quarta-feira, descobrir quem é a mãe do meliante, tascar uma mordida bem dada na bochecha dela e dizer: se não quiser outra, não deixe seu filho mexer com a minha filha outra vez! Claro que vou fazer isso tudo sem a Beatriz ver, afinal não quero ensiná-la a ser uma pessoa vil e asquerosa, já eu... sou um caso perdido mesmo.

Nota: - A bochecha ficou roxa por mais de uma semana, e até hoje ela ainda tem a marca da mordida.
         - Eu não mordi a mãe do fulaninho, só mandei uma carta para o colégio pedindo mais atenção e orientação ao mordedor. (fui muito adulta)


 
Texto 2

O colégio fez uma reunião de pais e uma psicologa falou um tempão sobre mordidas, acho que não fui a única incomodada, e durante a reunião percebi que a Beatriz não foi a única vítima. A psicóloga falou sobre como deveriam proceder quando acontece uma mordida, sobre os motivos que levam uma criança a morder, que é normal da idade, coisa e tal. Eu, claro, não estava disposta a absorver muito disso, minha opinião (simplista e limitada) já estava formada:
  1. não é normal, é agressividade, provavelmente influenciada ou negligenciada pelos pais.
  2. O motivo é inveja, ele viu aquela menina linda, simpática e risonha e se encantou, logo viu que ela teria todas as atenções para ela, então tascou uma mordida!
Vários pais fizeram perguntas, bem legal mesmo a reunião, eu até estava começando a entender a psicóloga e concordar com ela. Mas então, uma senhora levantou a mão e disse: 'eu tive um problema como esse, meu filho mordeu uma coleguinha...' . A partir desse momento eu parei de ouvir, perdi minha visão periférica, virei predadora, só um ponto focado à minha frente – a mãe do fulaninho!!! Se ela soubesse o quanto sua vida ficou por um fio naquele momento, estaria agradecendo até hoje. Ela estava ali a menos de menos de 50 metros de mim, só o que eu precisava era ir até lá e começar a morder! Sorte dela que tinham muitas cadeiras nos separando, e o Hugo que segurava bem forte minha mão.
Eu JURO que tento esquecer daquela mordida, mas não consigo. Por mais que eu tente me convencer que era só uma criança, que ele não tem culpa (e sim os pais), que acontece mesmo, porque eu também já fui mordida quando era criança, eu lembro do rostinho da Beatriz com aquela marca roxa e não consigo não ter raiva. Eu nem gosto muito de lembrar, ou falar sobre isso, porque minha indignação sempre aumenta.

Nota: Semana passada a Beatriz voltou com outra mordida, mais fraca, no braço. Será que é um sinal de melhora?!?! Agora as mordidas não deixam marca, viram quanto progresso!

PS.: Desculpem os erros de ortografia, eu não revisei, deu uma pregui....

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Enquanto as escolas desfilavam na marquês...

Aeeeeee!! Finalmente consegui postar um vídeo aqui!!
Beatriz sambando e comendo um chandele.


Viginiana - Parte 1

Se eu não conhecesse o Hugo, ia poder dizer que a Beatriz é a pessoa mais teimosa do mundo!! (isso que  ainda é só um projetinho de gente)
Ela simplismente ODEIA ser contrariada. Bate os pés no chão... grita... se joga... chora... e agora, quando nada disso funciona, fica de mau! E par-te meu co-ra-ção.
Esses dias ela queria assistir pela milionésima vez o dvd do Mickey e apontou o dedinho para o PS3 e disse a palavra que serve para tudo: - Esse! Eu, mesquinha que sou, neguei. Era bem na hora da novela do Jornal Nacional (me fazendo de culta).
Como eu disse, a Beatriz odeia ser contrariada, então bateu os pés, gritou, se jogou no cão, chorou, e eu, sabendo que não posso me render à essas artimanhas, neguei novamente. Foi aí que veio a novidade... Ela se levantou, pegou a minnie no colo, amarrou a cara e foi pro cantinho entre o guarda-roupas e a cômoda. Quando eu chamei por ela, se virou de costas para mim.
Estava de mau comigo!!! Com a mamãe dela!!! Que pariu, amamentou, passou noites em claro (e ainda passa), cuidou, amou!! E ela se virou DE COSTAS para mim!!!
Assim como acontece nos desenhos, meu coração se partiu em mil pedaços e estraçalhou no chão.
Mas sou forte e, mesmo sem a mesma firmeza de antes, consegui fazer umas caretas até ela começar a rir e vir brincar comigo. Depois puxei ela para cama comigo e ficamos as duas assistindo o canal que eu escolhi!
ORGULHO de mim né!! Garanto que todos pensaram que eu ia ceder, até eu pensei!!